Ao desfolhar uma revista no meu cabeleireiro, um rapaz absolutamente gay, como manda a sapatilha, diria a minha santa avó, e sem muito que fazer ao meu cabelo já que o uso curto e despenteado, deparo com uma fotografia de moda onde duas gémeas se abraçam e acariciam sem propósitos nenhuns (diria a mesma avó que era uma santa) perante o olhar esfomeado de um quarentão muito apelativo.
Ponho-me a pensar.
Se naquela fotografia fossem substituídas as gémeas esqueléticas por um par de gémeos observados por uma mulher madura e libidinosa, depressa haveria gente com ambições de beatificação que a consideraria uma porcaria escabrosa.
Uma rapariga esperta não dá valor a estes julgamentos precipitados.
Confesso que sempre foi uma das minhas fantasias eróticas mais protegidas e acarinhadas ter na frente (e atrás) dois garbosos gémeos verdadeiros para depois obrigar a dupla a acariciar-se como se o amanhã não existisse.
Uma miúda esperta sabe exigir o seu quinhão de felicidade em dose dupla ou o seu par de quinhões, já que falamos em gémeos.
Ponho-me a pensar.
Se naquela fotografia fossem substituídas as gémeas esqueléticas por um par de gémeos observados por uma mulher madura e libidinosa, depressa haveria gente com ambições de beatificação que a consideraria uma porcaria escabrosa.
Uma rapariga esperta não dá valor a estes julgamentos precipitados.
Confesso que sempre foi uma das minhas fantasias eróticas mais protegidas e acarinhadas ter na frente (e atrás) dois garbosos gémeos verdadeiros para depois obrigar a dupla a acariciar-se como se o amanhã não existisse.
Uma miúda esperta sabe exigir o seu quinhão de felicidade em dose dupla ou o seu par de quinhões, já que falamos em gémeos.






